Em 15/09/2020 às 17h19


Conheça a família Amorelli, há quase uma década no Judô do Vasco

Por: Breno Prata e Bruna Teixeira

São Januário, Rio de Janeiro

Por volta dos anos 2000, iniciou-se a parceria do Vasco com a família Amorelli, responsável pelo Judô do clube. Uma família composta de quatro cruzmaltinos empenhados a levar o nome do clube mundo a fora. Em 2008, por opção política, a equipe foi afastada do clube e resolveu criar o Projeto Umbra, para dar seguimento a modalidade. Andrezão, coordenador da equipe falou um pouco sobre o início da trajetória da família Amorelli com o Vasco e contou um pouco sobre criação do projeto.    

- Entramos em 2000 no Vasco e ficamos aqui por oito anos, infelizmente por opção política tivemos que sair do clube. Retornamos ao clube no meio de 2019, através do Vice-Presidente de Desportos Terrestres, Francisco Vilanova. Voltamos ao clube já com uma equipe consolidada (Umbra) e propomos ao Vasco de fazer essa união Umbra/Vasco. Temos atletas campeões mundiais, pan-americanos, sul-americanos e muitos campeões brasileiros. Dentro do projeto Umbra, nasceu o projeto Lutadoras que está tomando proporções nacionais e com possibilidade de tomar rumos internacionais, levando o nome do Vasco da Gama mundo a fora. Espero que essa união perdure por muito mais tempo - disse Andrezão. 

Soraya Amorelli, casada com Andrezão, foi atleta do Vasco na década de 90 e hoje em dia se tornou coordenadora técnica e sensei da equipe. Como atleta, Soraya conquistou o Campeonato Brasileiro Master, foi vice-campeã Brasileira Master e vice-campeã por equipes. A sensei falou sobre como começou sua trajetória no Judô e revelou como tomou gosto pelo esporte. 

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André, Soraya, Andrezão e Fabrício em sequência da esquerda para a direita (Foto: Bruna Teixiera/Vasco)

- Meu marido colocou os meninos no Judô e eu sempre ia assitir, pouco tempo depois a academia que eles treinavam migrou aqui pro Vasco. Até que um dia teve uma apresentação do Dia das Mães e foi feita uma aula para as mães dos atletas, eu participei da aula, tomei gosto e fui a única que continuou no esporte. Aqui eu me graduei faixa preta, a partir daí, comecei a participar de alguns campeonatos. Fui campeã Brasileira Master, vice-campeã Brasileira Master e vice-campeã por equipes. Desde então eu não parei mais, comecei a atuar com técnica e montamos uma equipe, primeiro só Umbra e agora a equipe Umbra/Vasco - disse Soraya Amorelli. 

André e Fabrício Amorelli, irmãos, atletas e senseis da equipe, reforçam o projeto Umbra/Vasco junto com seus pais. Durante um bate-papo descontraído, os irmãos falaram um pouco sobre a competição mais marcante para a família Amorelli. André revelou que a classificação de seu irmão para a Seleção Brasileira, foi um momento muito especial para toda a família.  

- Com certeza a competição mais marcante, foi a classificação do meu irmão para a Seleção Brasileira. Deve ter sido um orgulho enorme para os nossos pais, conseguirem classificar os dois filhos para a seleção, mas principalmente o meu irmão. Ele sempre batalhou muito para cumprir seus objetivos, foram inúmeras competições que não trouxeram resultados, mas ele sempre acreditou que ele ia chegar no topo e conseguiu essa classificação tão importante. Inclusive, no dia da classificação, eu não poderia estar presente para prestar uma homenagem, mas eu consegui mudar os planos e ir prestigiar meu irmão nesse momento tão marcante - disse André, destacando a importância dessa classificação. Fabrício falou um pouco sobre esse dia tão importante e marcante para toda família.

- No final de 2014 aconteceu a seletiva nacional, já tinha participado algumas vezes dessa competição, porém aquele era o meu último ano e eu precisava me classificar. Vinha de um momento difícil no Judô, mas sempre tive o apoio da minha família, então sempre treinei e me dediquei muito para quando chegasse o meu momento eu estar preparado. A família é a base de tudo, eles sempre estiveram do meu lado e com toda certeza, se não fossem eles eu não conseguiria chegar onde cheguei. Fomos para essa competição, estava com uma expectativa enorme por ser o meu último ano, mas confesso que também estava nervoso, ainda mais com a presença de toda a minha família. Consegui vencer alguns adversários muito complicados, considerados melhores do que eu e no fonal de tudo eu enfim entrei para Seleção Brasileira. 

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