Em 13/01/2020 às 12h22


Lucas Santos se vê mais maduro após passagem pela Rússia e quer se firmar em 2020

Por: Matheus Babo

São Januário, Rio de Janeiro

A aposta do Vasco para o início da temporada 2020 será nos Meninos da Colina. A maior parte do atual elenco é formada nas categorias de base do clube e um deles retornou ao Cruzmaltino neste mês de janeiro: o meia-atacante Lucas Santos. Após um período de empréstimo ao CSKA, da Rússia, o jogador retornou e reforça o elenco comandado pelo técnico Abel Braga. Ele falou um pouco sobre a passagem pela Europa e como evoluiu nos últimos meses.

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Lucas Santos atendeu os jornalista no CT do Almirante (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

- A experiência que eu tive na Rússia foi super importante para o meu amadurecimento no futebol profissional. Ano passado eu demorei um pouco para amadurecer e surgiu a oportunidade do empréstimo ao CSKA. Fui, fiquei um tempo, morei sozinho e isso me ajudou bastante. Me ajudou demais, aprendei muito no futebol europeu e acredito que esse ano vai ser muito diferente do ano passado - disse Lucas, que pretende ter um ano de afirmação no Vasco:

- Espero ter sequência e me firmar com a camisa do Vasco. O grupo tem muita qualidade, temos jogadores competentes aqui e a briga vai ser boa. Espero ajudar e quero conquistar meu lugar no time. Creio que será um ano bom, leve e com a chegada do professor Abel vai ficar melhor ainda.

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Lucas Santos em disputa de bola com Linnick durante o treinamento (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Lucas Santos ainda falou sobre a molecada que está em grande número no elenco profissional. Todos eles foram companheiros do meia nas categorias de base e isso vem facilitando o jogador nesta readaptação ao futebol brasileiro.

- Quando eu voltei, no primeiro dia de treino eu vi muitos amigos do Sub-20. Fiquei muito feliz, ver jogadores da base que brigaram comigo desde cedo. Espero e torço para que todos consigam seu espaço e suas metas no profissional e possam dar seguimento na carreira aqui no Vasco ou em outros clubes - explicou.

OUTRAS RESPOSTAS DE LUCAS SANTOS NA COLETIVA

BRINCADEIRAS COM CASTAN
Ninguém se arriscou. O Castan é brabo. Ele chega firme, mesmo nos treinos. Hoje tem uma galera aí que vai cortar o cabelo, ele já avisou. Eu consegui escapar, mas por um fio. É um cara que exerce uma liderança muito positiva, não só ele como os outros jogadores mais velhos. Isso facilita, deixa o clima mais leve.

LIÇÕES NA RÚSSIA
Morei sozinho, mas eu tinha um tradutor no time que me ajudou bastante. Quando tinha que ir ao shopping, ao restaurante era complicado de se comunicar. Usei muito o Google Tradutor. Aprendi algumas palavras, aprendi o estilo de jogo deles, a forma como o futebol deve ser jogado. Lá é muito diferente do Brasil. É muito mais força. Soube me sair bem lá. Os brasileiros sabem se sair bem. Agora estou de volta, espero trabalhar e usar aqui tudo que aprendi para que esse ano seja melhor. Fazia cinco sessões de treino por dia. Dentro de campo é um futebol mais duro, mais exigente. Acredito que vai me ajudar muito. 

RACISMO NA RÚSSIA
Existe o histórico, eu não domino a língua e acredito que não tenha passado por isso. Em shoppings, restaurantes tive olhares diferentes. Teve o caso com o Malcom no Zenit. É uma coisa muito chata. Infelizmente tem muitas pessoas que não evoluíram. Se aconteceu comigo, não entendi por conta da língua. O CSKA me recebeu muito bem. Gostei bastante da forma que fui tratado. Não tive nenhum problema com jogador, torcedor ou qualquer funcionário do clube. 

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