Em 25/11/2015 às 22h52


100 Anos de glórias, lutas e vitórias

O Centenário da Institucionalização do Futebol no Club de Regatas Vasco da Gama (1915-2015)

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No princípio era o remo. Depois veio a ginástica, o tiro, a natação, o atletismo, a esgrima, o polo aquático, a luta greco-romana e, por fim, o football. Hoje é um dia de júbilo para o Club de Regatas Vasco da Gama: o futebol vascaíno comemora 100 anos de institucionalização. Em 26 de novembro de 1915, reunidos em Assembleia Geral Extraordinária, os dirigentes do clube aprovaram novos estatutos que permitiram à diretoria criar a "secção de football".

       A tarefa de escrever sobre a história do futebol do Vasco em uma data tão emblemática é extremamente árdua e, provavelmente, muitos acusarão o esquecimento de inúmeros dados, vitórias e conquistas. Porém, para que o texto não seja tão extenso quanto o lastro de glórias ostentado por nossa amada instituição, as linhas que se seguem abaixo tentam trazer aos vascaínos e as vascaínas o contexto do surgimento desse esporte no Vasco e ressaltar alguns fatos importantes da laureada trajetória do clube pelos gramados mundo afora.

            As práticas lúdicas relacionadas com a bola (constituída de variados materiais) remonta a mais remota antiguidade. Muitos povos e culturas (chineses, egípcios, japoneses, gregos, romanos, normandos, bretões, astecas, guaranis e outros) operavam um objeto esférico com diferentes objetivos (diversão, ritual, competição, etc). Os jogos com bolas, enquanto manifestações culturais, não são específicos de determinado povo ou período histórico. Entretanto, o futebol, visto como uma prática esportiva normatizada e institucionalizada, é fruto de um conjunto de fatores presentes na Inglaterra do século XIX.

            Na terra da rainha Vitória nasce esse esporte profundamente alinhado às idéias de competição, produtividade, modernidade, secularização, igualdade de chances, supremacia do mais hábil, especialização de funções, qualificação de resultados e fixação de regras, que eram características do contexto histórico da Revolução Industrial. Na esteira do imperialismo inglês, esta prática se propaga seguindo a lógica da influência (cultural, econômica e política) britânica e, destacadamente, inglesa. A América Latina fazia parte, assim como boa parte do globo terrestre, da área de ingerência dos "súditos da rainha", o que possibilitou a inserção gradual da prática do futebol no contexto sócio-cultural dos países latino-americanos.

            No Brasil, a chegada do futebol deu-se em diferentes lugares e de formas distintas. Tal como os produtos e modas inglesas experimentados pela população local (guardada as devidas proporções e formas para cada setor da sociedade) esse esporte vai se infiltrando no país, especialmente (mas não exclusivamente) nas grandes capitais. Seguindo o fluxo migratório e comercial, consegue entrada através dos portos, colégios, clubes ou mesmo de experiências particulares.

No Rio de Janeiro, desde o último quartel do século XIX, alguns colégios destinados às camadas mais abastadas colocaram o "esporte bretão" como prática recreativa que visava incentivar, dentre outras coisas, o trabalho em equipe entre os jovens e o melhoramento de suas condições físicas. Os imigrantes ingleses que residiam na cidade constituíram clubes que praticavam esportes como a ginástica, o futebol e o críquete. O porto do Rio de Janeiro, importante para a economia do país, ao escoar a produção nacional de café e receber os produtos importados que inundavam a cidade, era local de profundo intercâmbio cultural. Além disso, havia as iniciativas individuais, ou seja, membros das elites que se dirigiam para a Europa, em busca de estudos, trabalho ou turismo, e quando retornavam traziam para o Brasil a experiência dessa prática.

No decorrer da primeira década do século XX, o futebol passou a ser praticado em diversos ambientes da então Capital Federal: nas escolas, nas ruas, em terrenos baldios transformados em campos improvisados e em vários clubes espalhados pela cidade, sendo experimentado por diferentes extratos sociais. Em dias de jogos, uma multidão cada vez maior migrava para os campos da metrópole, tanto na figura de espectadores (torcedores) quanto na de jogadores. Naqueles locais que já possuíam um pouco mais de estrutura, montavam-se arquibancadas, em que a elite se fazia presente, enquanto as geraes eram majoritariamente ocupadas pelos populares. Nos anos 10, o futebol se colocaria como o esporte mais popular do Rio de Janeiro.

E o Vasco?

O tricampeonato do remo em 1912, 1913 e 1914 veio consolidar o Vasco como o maior clube náutico do Rio de Janeiro e um gigante do remo no Brasil. Nessa época, as páginas dos jornais já davam mais destaque às vitórias nos campos do que nas águas. Era questão de tempo para o clube acompanhar a tendência e se render aos encantos do football. Dia após dia aumentava a influência desse esporte no quadro associativo vascaíno e muitos sócios começavam a solicitar a sua inserção no clube. Enquanto isso não acontecia, os vascaínos improvisavam...

Pelo mesmo Snr. Comissario lhe foi apontado o facto de sócios deste club, estarem jogando football, na rua que fica fronteira a este club, quando já pela mesma Delegacia havia sido feito pedido para tal facto não se dar. O Snr. Joaquim Carneiro diz que lhe deu informações do ocorrido e com as quaes o dito comissario se deu por satisfeito (Atas da Diretoria, 30 de abril de 1913).

A referida passagem, que relata pequenos conflitos, recorrentes, devido a "peladas" realizadas próximo à sede de Santa Luzia, demonstra que o futebol estava presente no clube muito antes da criação da "secção do futebol". A sua presença era anterior, inclusive, a tão falada visita do selecionado português ao Rio de Janeiro em 1913, a convite do Botafogo. Assim, devemos compreender que o futebol vai surgir no Vasco não por meio de acontecimentos pontuais ou através da ação direta de um agente único, mas, como resultado da influência do contexto histórico de desenvolvimento acelerado e contínuo do futebol pela cidade do Rio de Janeiro nas décadas iniciais do século XX.

 

A criação da "secção de futebol" do Vasco pelas letras do estatuto de 1915

Raul da Silva Campos foi eleito e empossado Presidente do Vasco em 07/10/1915, com a incumbência de completar o período social após a renúncia de Alfredo Nunes. Chegava ao poder o dono da loja Campos e Cia, popularmente conhecida como "Casa Campos". Tal como vários portugueses que vieram ao Brasil, Campos possuía "feeling" para os negócios. Outro de seu empreendimento, a Casa Sportman, era uma das lojas favoritas dos esportistas cariocas para a compra de materiais esportivos. Enquanto comerciante de visão, percebeu que o futuro estava no futebol. O mandato de Raul Campos foi bastante curto, durou até dezembro do mesmo ano. Nesse espaço de tempo, a sua diretoria tornou-se responsável por pleitear e conseguir efetivar a institucionalização do futebol no Vasco.

Embora o remo ainda possuísse bastante apelo, não conseguiria o mesmo alcance de popularidade e movimentação de recursos financeiros que o "esporte bretão" obtida no campo esportivo carioca. Dessa forma, para o Vasco continuar crescendo, precisaria seguir o caminho já traçado por alguns dos clubes náuticos co-irmãos, como Club de Natação e Regatas, Club de Regatas Guanabara, Club de Regatas do Flamengo e Club de Regatas Boqueirão do Passeio, ou seja, abrir-se para o futebol.

Notadamente, a sua implantação oficial no clube não seria uma operação das mais fáceis. Isso porque havia uma pressão contrária, vinda de defensores mais arraigados do remo, que viam no futebol uma ameaça para a supremacia do esporte-fundador dentro do Vasco. Contudo, os "defensores do futebol" foram ganhando forças nos primeiros anos da década de 10 e com a Presidência de Raul Campos puderam pender a balança a seu favor. Em pouco mais de um mês após a sua posse, convocou-se uma Assembleia Geral, de caráter extraordinário, para tratar basicamente da aprovação dos novos estatutos do clube e da possibilidade de fusão com o Lusitania Sport Club. De uma forma ou de outra, inevitavelmente, o futebol seria implantado no Vasco.

O Lusitania Sport Club, fundado em 1913, constituía-se como um clube da colônia portuguesa no Rio de Janeiro, destinado especialmente à prática do futebol. Assim como outros de mesma característica, fazia parte da categoria de instituições mais fechadas para jogadores que não possuíssem ligação com a colônia, privilegiando a formação de quadros com jogadores portugueses ou, no máximo, seus descendentes. Era um clube com política social oposta à desenvolvida pelo Vasco, haja vista que o nosso clube foi criado com intuito da congregação de brasileiros e portugueses. Todavia, o Lusitania SC possuía sócios que também estavam filiados ao Vasco, o que, de algum modo, contribuía para espalhar pelo clube o "gérmen do futebol". A tentativa de fusão com o Lusitania SC se configurava como um subterfúgio, por parte daqueles que defendiam o futebol, para poderem implantá-lo no clube. 

A Assembleia Geral Extraordinária foi instalada no dia 24 de novembro e foi prorrogada por mais dois dias (25 e 26). No primeiro dia de debates, o 1º Capítulo do novo estatuto foi aprovado e ele permitia o desenvolvimento de "desportos" que fossem "recomendados", ou seja, deixava-se a cargo da diretoria o controle sobre a criação de seções especializadas em determina prática esportiva. A fusão, de certa forma, perdia o seu efeito prático quanto à institucionalização do futebol. Entretanto, no último dia, a Assembleia permitiu que os sócios do Lusitania SC entrassem no Vasco sem pagamento de jóias, uma taxa de adesão da época. Os vascaínos entenderam isso como uma "fusão", porém, não configurou-se uma fusão de caráter jurídico. Décadas mais tarde, o próprio Raul Campos negou que esta tivesse ocorrido:

‘FUTEBOL DO VASCO NÃO NASCEU DE FUSÃO COM LUSITÂNIA’: R: CAMPOS

[...]

Raul Campos, ex-presidente do Vasco e hoje figura do alto comércio carioca, disse também que é ‘um erro dizer-se ter o Vasco feito fusão com o S.C. Luzitânia para criar sua seção de futebol. O que houve – acrescentou – foi que alguns jogadores daquele antigo clube quiseram transferir-se para o clube e formaram o primeiro time de futebol vascaíno (A Noite, 22 de agosto de 1961, p. 12).

O Lusitania SC estava em processo de extinção e, de fato, uma boa parte do seu corpo associativo migrou para o Vasco. O que os dirigentes vascaínos chamaram de "fusão" foi aprovado pela assembleia, ou seja, a entrada de vários sócios do Lusitania sem pagamento de jóias. Estes trouxeram consigo alguns materiais, como calções, chuteiras e camisas. Mas, independentemente disso, o futebol já estava garantido com a aprovação dos novos estatutos. A certeza da institucionalização desse esporte no clube era tão grande entre os membros da diretoria de Campos que antes mesmo da referida assembleia os vascaínos procuravam área para treinamento:

 

Ordem do Dia

O Snr Presidente faz sciente que tem envidado esforços no sentido de obter a concessão do campo da Praia do Russel para os nossos futuros ‘trannings’ de football, promettendo dar uma solução definitiva da próxima sessão (Atas da Diretoria, 23 de novembro de 1915).

 

Institucionalizado a prática do futebol, o clube precisava começar a desenvolvê-lo praticamente do zero. A contribuição dos sócios (jogadores) vindos do Lusitania foi modesta. Afinal, este clube não era sequer filiado à Liga Metropolitana e não havia alcançado grandes resultados. O Vasco possuía o conhecimento e a experiência no remo, na "bola" teria pela frente enormes dificuldades, tal qual nos primeiros anos de sua fundação. Em 1916, o clube se filiava à Liga Metropolitana, entidade de maior poder econômico e político no controle desse esporte na cidade, para disputar a 3ª divisão.

Enquanto a principal liga de futebol do Rio de Janeiro era comandada economicamente e politicamente por quatro clubes (América, Botafogo, Flamengo e Fluminense), existiam outras ligas, especialmente no subúrbio carioca, onde o futebol já dominava o apreço da população. Destaque para as duas maiores, a Associação Athetica Suburbana e a Liga Suburbana de Football, sendo esta última a maior entidade que regia o campeonato entre os clubes do subúrbio. Nesse verdadeiro celeiro de craques, os dirigentes vascaínos encontraram a ferramenta para vencer as adversidades e fazer o Vasco crescer no futebol, ao selecionar jogadores pelos campos do subúrbio da cidade, através de um critério técnico de qualidade. Essa política de seleção vascaína, já levada a cabo por outras agremiações, foi vital para a sua futura trajetória de vitórias no futebol.

O fato de contar com atletas dessa natureza não pertencia exclusivamente a nenhuma instituição. Abaixo dos clubes de elite, estavam tanto os demais times da primeira quanto os da segunda e terceira divisão da Liga Metropolitana. Estas duas últimas divisões contemplavam o maior número de jogadores negros da Liga. Ademais, diversos clubes, criados por membros das classes médias, funcionários de fábricas e moradores de bairros populares, serviram de meio para o contato dos jogadores vindos das camadas populares com o futebol. Podemos citar o Bangu Athletic Club, Andarahy Athletico Club, o Sport Club Mangueira, o Cascadura FC, o Club Atlético Méier, o Brasil Atletic Club e o Esperança Atletic Club. Contudo, nas ligas organizadas pelas elites cariocas, cujos jogos chamavam bastante a atenção do público e da imprensa em geral, havia a forte presença do racismo e do preconceito social na escolha dos jogadores. De tal modo que, entre 1906 e 1922, não havia brancos de baixa condição social e, tão pouco, atletas negros nas equipes principais que foram campeãs cariocas.

Os três primeiros anos do Vasco na Liga Metropolitana (1916, 1917 e 1918) foram de aprendizado para o clube, verificando-se um crescimento constante do seu quadro associativo. Em 1919, o Vasco ampliou consideravelmente os seus investimentos no futebol e trouxe vários jogadores do Engenho de Dentro AC, tricampeão da Liga Suburbana. Dentre esses, veio o goleiro Nelson da Conceição, primeiro goleiro negro do Vasco e da Seleção Brasileira. Com essa atitude, os vascaínos estavam pavimentando o caminho para os primeiros títulos.

Outra política vascaína implementada pelos dirigentes da época para o desenvolvimento do futebol no Clube foi ir atrás das melhores áreas possíveis para treino, além de estádios para sediarem os jogos da equipe vascaína. Os primeiros campos utilizados pelo Vasco para treinos e jogos de menor apelo foram:

1º Campo da Praia do Russel (1916);

2º Campo da rua Barão de Itapagipe (1920);

3º Campo da rua Moraes e Silva (1922); 

No ano seguinte (1920), o clube fez uma boa campanha na segunda divisão e terminou em 3º lugar com o primeiro team. Contudo, foi no segundo team que o Vasco conquistou o primeiro título de sua história futebolística. Após empate de pontos com a equipe do Hellênico AC (ambos com 30 pontos), houve um jogo desempate marcado para 13 de março de 1921. Reforçado com os novos jogadores, brancos e negros cracks de bola, a equipe vascaína fez 4x2 e levantou o título de campeão.

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Recepção fornecida pelo Vasco aos cronistas esportivos em comemoração à conquista do campeonato de segundos teams do ano de 1920, válido pela 2ª Divisão da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres – Imagem de 1921

Em 1921, a Liga alterou a composição da 1ª Divisão, separando-a em série A e B. O Vasco disputou pela série B e terminou em um honrado 3º lugar. Seria em 1922 que o clube daria o passo definitivo rumo ao espaço destinado aos melhores clubes do futebol carioca. Com uma base cada vez mais forte, conseguiu conquistar o campeonato da série B da 1ª Divisão, o que lhe garantiu o acesso para a série A.

No ano de 1923, sete anos após sua estréia (1916), o Vasco conquistaria o seu primeiro título de campeão carioca. Com um time recheado de jogadores das camadas populares, conseguiu desbancar um a um os seus adversários. Fazendo uma campanha espetacular, a equipe vascaína fez história ao conquistar pela primeira fez o campeonato com jogadores negros, mulatos e brancos de baixa condição social, abalando a estrutura do racismo e do preconceito social vigente no futebol da cidade.

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Dirigentes e associados vascaínos próximos à Taça Constantino, cuja posse definitiva foi adquirida pelo Vasco ao somar maior número de pontos nos anos de 1922, 1923 e 1924 – Imagem de 1923

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Equipe do Vasco Campeã Carioca de 1923 - "Camisas Negras"

Da esquerda para a direita (Em pé):

Nicolino, Torterolli, Leitão, Cecy, Bolão, Negrito, Arlindo, Arthur, Mingote e Paschoal. O goleiro Nelson está deitado 


A conquista do Campeonato de 1923 foi um marco esportivo para o futebol brasileiro e um divisor de águas na evolução do futebol carioca. Essa façanha vascaína revoltou os clubes que até então comandavam o futebol da Liga Metropolitana, monopolizando os títulos de "Campeão da Cidade". Nos primeiros meses de 1924, ocorreu uma cisão que resultou na criação de outra liga, a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), cujos clubes fundadores foram o América FC, o Bangu AC, o Botafogo FC, o CR do Flamengo e o Fluminense FC.

O Vasco foi convidado a participar dessa nova liga, aceitando ingressar na associação. Porém, exigiram do clube que excluísse 12 jogadores de suas equipes, 8 do primeiro quadro (team) e 4 do segundo quadro (team), pois, esses estariam em desacordo com os "padrões morais" necessários para a prática do futebol. Em resposta às exigências preconceituosas da AMEA, o então presidente vascaíno, José Augusto Prestes, emitiu um ofício comunicando que desistiria de fazer parte da associação, por "não se conformar com o processo porque foi feita a investigação das posições sociaes desses nossos consócios, investigação levada a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa" (Ofício nº261, 07 de abril de 1924). A "Resposta Histórica" dos vascaínos demarca uma postura institucional alinhada com as camadas populares e em defesa de um futebol democrático.

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Officio Nº 261. Club de Regatas Vasco da Gama, 07 de abril de 1924 – "A Resposta Histórica"


Retornando para a Liga Metropolitana, o Vasco continuava a levar multidões aos estádios, demonstrando a sua pujança. A força da instituição, baseada no seu corpo associativo e na capacidade do clube de atrair uma grande massa de torcedores, fazia com que o Vasco não pudesse ser relegado pelos demais. Assim, os clubes fundadores da AMEA não encontraram outra solução senão a de ter que convidar novamente o Vasco para fazer parte dessa associação. Como conseqüência, o clube passou a fazer parte da AMEA no ano de 1925, com status de clube fundador e podendo contar com todos os seus jogadores. 


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 Jogadores (sócios) vascaínos sendo parabenizados pelos dirigentes do CR Vasco da Gama - 1925

Nesse mesmo ano, o Vasco adquiriu o terreno para a construção do seu stadium. Em 21 de abril de 1927, o clube inaugurava o maior estádio da América do Sul. Um gigante de concreto que coroava a postura vascaína frente aos desmandos das elites.

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Estádio Vasco da Gama – "Estádio de São Januário"

Os anos foram se passando e o Vasco consolidou-se como um dos maiores clubes esportivos do mundo. As conquistas vascaínas ultrapassaram os limites geográficos do Rio de Janeiro e do Brasil. Os vascaínos não montaram a sua seção de futebol a partir da base de outro clube, ele teve que aos poucos construindo o seu futebol. Isso nos permite afirmar que, dos clubes de remo da cidade do Rio de Janeiro, o único que venceu no futebol por conta de suas próprias forças foi o Club de Regatas Vasco da Gama.

 O Vasco foi o primeiro campeão da América, no ano de 1948, com a conquista invicta do 1º Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões. Décadas mais tarde, viria ganhar outro campeonato continental, ao levar para casa a Copa Libertadores, no ano do seu Centenário (1998). Além desses dois títulos especiais, podemos destacar os 4 brasileiros, 1 Copa do Brasil e 23 títulos do Campeonato Carioca  (sendo cinco deles invictos: 1924, 1945, 1947, 1949, 1992; e um tricampeonato em 1992, 1993, 1994). Ainda citamos os torneios intercontinentais, como o Torneio Internacional Rivadávia Correa Meyer (1953), Torneio de Paris (1957), o Troféu Teresa Herrera (1957) e o Torneio Ramón de Carranza (1987, 1988 e 1989). Ver a lista completa dos títulos vascaínos no futebol nesse link: http://www.vasco.com.br/site/conteudo/detalhe/181

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Equipe Campeã Carioca de 1949 (Invicto) – "O melhor dos Expressos"

Da esquerda para a direita:

A mascote, Barbosa, Ipojucan, Ely, Danilo, Heleno, Ademir, Alfredo II, Wilson, Augusto, Maneca, Chico e o massagista Mário Américo

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Equipe do Vasco campeã do Troféu Teresa Herrera – 1957

Da esquerda para a direita (Em pé): Edgar Campos (Chefe da Delegação), Bento (Massagista), Carlos Alberto, Martim Francisco (Técnico da equipe do Vasco), Viana, Laerte, Dario, Orlando, Ortunho e o Dr. Waldir Luz (Médico); (Agachados): Sabará, Válter, Vavá, Pinga e Livinho.

 

No decorrer desses 100 anos, nós vascaínos, cantamos, rimos, choramos e comemoramos com o nosso Vasco. Sabedores que o Clube é mais que futebol, mas, foi nesse esporte que ele se tornou Gigante. Oxalá possamos presenciar inúmeras outras glórias nos gramados e reafirmar cada vez mais nosso amor pelo Club de Regatas Vasco da Gama através desse esporte apaixonante.

Parabéns, Vasco! 100 Anos de futebol! Um futebol sempre do povo, para o povo e com o povo. Vasco! Vasco! Vasco!

 Centro de Memória do Club de Regatas Vasco da Gama

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