Em 21/10/2015 às 19h49


Capitã do sub-17, Thayla Sousa mira pentacampeonato carioca e sonha com Seleção Brasileira

Por: Marcella Macedo

Assim como Andrey Ramos, Letícia Botelho, Mateus Vital e Hugo Borges, Thayla Sousa compõe a talentosa geração 98, que rende ótimos frutos para o Vasco. Jogadora da equipe de futebol feminino sub-17, a garota está no clube desde 2012, mas o esporte a acompanha desde pequena.

- Comecei a jogar com cinco anos, numa escolinha no Jacaré, bairro onde eu morava. Lá os meus primeiros professores, Maurício e Leandro, me ensinaram tudo que sei. Sempre gostei de praticar esportes, fazia natação e judô, além do futsal. Aos poucos fui deixando de lado as outras modalidades e o futebol foi permanecendo. Cheguei ao clube com 13 anos, através de uma amiga que já jogava aqui. Ela me convidou para fazer um teste, fiz e passei - frisou a volante.

Capitã da equipe, a jovem é conhecida por se doar demais e ser uma guerreira dentro das quatro linhas. Camisa 5 da Colina e apelidada de "trator" pelas companheiras de time, a vascaína almeja seguir carreira no futebol e sonha com a Seleção Brasileira, mas sabe das dificuldades encontradas no esporte.

- O futebol é muito inusitado. Não vou dizer que vou passar a vida toda jogando bola, mesmo que essa seja a minha vontade. O investimento aqui no Brasil para mulher ainda é mínimo, mas enquanto eu puder, estarei jogando, é a única coisa que me faz bem - declarou.

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Thayla vem brilhando na equipe sub-17 do Vasco- Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Atualmente como volante, Thayla começou no futebol jogando na posição de lateral. Fã de Luiz Gustavo e comparada a Guiñazu, a menina possui conquistas importantes junto ao clube e espera trazer mais um título Carioca para São Januário. O campeonato se inicia na próxima quarta-feira (28/10) contra o Botafogo. Será a reedição a final da Taça Cidade de Nova Iguaçu.

- A preparação está sendo maravilhosa. Visando o Carioca, jogamos um torneio em Laranjal. Essa competição nos ajudou, pois fez nosso treinador Tony pensar em novas formações, posições. Estamos bem focadas. Jogando alguns amistosos e seguimos treinando muito forte. O time está pecando cada vez menos. Os erros que cometemos estão sendo corrigidos, e isso nos ajudará a fazer um belo campeonato. Fora a nossa união, a nossa força de vontade - afirmou ela.

A atleta, que recentemente perdeu sua avó, uma de suas maiores incentivadoras, contou com o apoio do grupo para superar a perda e lutar pelo seu maior objetivo.

- Tenho uma ambição pessoal por esse título. Quero dedicá-lo à minha vó, que faleceu esse ano. É graças ao futebol que hoje carrego um sorriso no rosto. Ela sabia do meu amor pelo futebol e sempre me apoiou demais, então ela merece. Pensei até em parar de jogar, mas o meu time me apoiou muito. É também por ele que ainda estou aqui – disse emocionada.

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