Em 14/11/2017 às 14h28


A verdade das eleições do Vasco

Em respeito à sua grandeza, aos sócios e aos torcedores em geral, o Club de Regatas Vasco da Gama considera indispensáveis alguns esclarecimentos quanto à eleição realizada no último dia 7 de novembro.

Antes de tudo, cabe lembrar que no referido pleito houve um vencedor: a chapa "Reconstruindo o Vasco", encabeçada pelo atual presidente, Eurico Miranda. Resultado este devidamente proclamado e registrado em ata conforme determina o estatuto do clube.

Muito tem se falado sobre a eleição. Consideramos inerente ao processo eleitoral que embates sejam travados e, em alguns casos, os ânimos fiquem exaltados, dentro dos parâmetros da civilidade. Mas tudo tem um limite.

Não há como negar que a eleição no Vasco da Gama foi realizada da forma mais transparente possível, desde a campanha até o dia de votação, com acompanhamento das partes interessadas e da mídia em geral. 

Mas no decorrer do processo eleitoral, uma manobra expôs associados, colocando alguns interesses acima da reputação de cada um.

Uma lista com 691 pessoas foi elaborada criteriosamente por um grupo e jogada publicamente. Pais e mães de família, filhos. Todos injustamente suspeitos de ganharem direito a voto sem estar regularmente associados ou sem pagar mensalidade. 

Um equívoco que se evidencia logo de início: alguns nomes dessa lista são sócios benfeitores remidos, que por serem isentos de pagamento jamais poderiam estar irregulares com mensalidades.

O volume maior de associação entre novembro e dezembro de 2015, como foi dito, deveu-se à suspensão da adesão à categoria de sócio geral no final daquele ano. Em 2016, viria a ser lançado o sócio torcedor. Daí a corrida dos associados. Também é bom ressaltar que, entre esses novos sócios, muitos são parentes e funcionários do clube. Tudo dentro da normalidade.

Por causa dessa lista, esses sócios - pais, mães e filhos - foram obrigados a votar separadamente sob fiscalização diferenciada. Depois, receberam telefonemas e visitas de jornalistas. Seus nomes, CPFs e endereços foram divulgados na imprensa. Tiveram dados pessoais devassados, embora tramitasse o processo sob segredo de Justiça.

Essas pessoas foram alvo de calúnias, ofensas e até ameaças. Entre os 691 eleitores da urna 7, 216 deixaram de exercer o direito legítimo ao voto, mesmo sendo a primeira vez em que participariam de um pleito no clube. 

O Club de Regatas do Vasco da Gama lamenta a forma vexatória como esses sócios foram tratados e se solidariza com cada um deles. Nos foros judiciais apropriados, provará que todos eles preencheram suas fichas regularmente, tinham mensalidades em dia lançadas na contabilidade do clube e estavam aptos a votar. 

Como se diz no jargão do esporte que tanto nos orgulha, vamos correr na bola, sem apelos ou faltas desleais.

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Treino, 24/11/2017

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