C. R. Vasco da Gama

Escudo - Vasco da Gama

Linha do Tempo

Fundação do clube

1898

No dia 21 de agosto de 1898, sessenta e dois rapazes, em sua maioria portugueses, reuniram-se em uma sala da Sociedade Dramática Filhos de Talma, no bairro da Saúde, decididos a criar uma associação dedicada à prática do remo. Inspirados nas celebrações do quarto centenário da descoberta do caminho marítimo para as Índias, os rapazes batizaram a nova agremiação com o nome do heróico português que alcançara tal feito. Nascia, assim, a grandiosa trajetória do Club de Regatas Vasco da Gama.

 

Primeira Vitória Esportiva

1899

Filiado à União de Regatas, o Vasco estreou em competições oficiais no dia 4 de junho de 1899, na enseada de Botafogo. Apresentando-se com uniforme negro, com faixa diagonal branca e a cruz-de-malta no centro, os remadores vascaínos conseguiram a primeira vitória do clube em uma competição esportiva. Foi justamente no 1º páreo, na categoria júnior, com a baleeira “Volúvel”, conduzida a seis remos.

1º Presidente não branco: Cândido José de Araujo

1904

Em 1904, o Vasco inaugurava sua trajetória de pioneirismo. Pela primeira vez na História dos clubes esportivos do Brasil, um não-branco é eleito presidente. Após as eleições, os vascaínos tiveram a honra, em uma época em que o racismo era prática comum no esporte, de conduzir o mulato Cândido José de Araújo ao degrau mais alto do clube. Candinho, como era carinhosamente chamado, presidiu o Vasco, em seu primeiro mandato, de agosto de 1904 a agosto de 1905. Reeleito, permaneceu no cargo até agosto de 1906. Foi durante seu mandato que o clube conquistou o primeiro campeonato de remo de sua história.

 

Primeira Conquista do Campeonato de Remo do Rio de Janeiro

1905

Na regata de 24 de setembro de 1905, quando foi inaugurado o Pavilhão da Enseada de Botafogo, construído pela Prefeitura do então Distrito Federal, o Vasco conquistou o seu primeiro campeonato de remo do Rio de Janeiro. O Pavilhão era uma elegante estrutura de ferro, com arquibancadas, tribuna de honra, buffet e dois coretos para bandas de música.  Foi um domingo de gala, que contou com a presença de Rodrigues Alves, então presidente da República, e de altos oficiais da Armada Portuguesa, principalmente os da “Canhoneira Pátria”. Diante de platéia tão ilustre, as equipes do Vasco triunfaram em cinco páreos, incluindo os dois mais importantes: o do Campeonato do Rio de Janeiro, com o yole a oito remos “Procelária”, e o dedicado ao benemérito Prefeito Francisco Pereira Passos. No ano seguinte, na regata de 26 de agosto de 1906, o Vasco conquistaria o bicampeonato carioca de remo.

Aspecto parcial do Varandim de Botafogo, construído pelo prefeito Pereira Passos, inaugurado em 1905, na regata em que o Vasco conquistou o 1º campeonato de remo

Fundação de clubes de futebol pela colônia portuguesa no Rio

1913

Em 1913, um combinado de clubes de futebol de Lisboa excursionou no Rio, a convite do Botafogo F.C.. A presença da primeira equipe lusitana na cidade despertou o interesse da colônia portuguesa, até então alheia ao futebol. Com isso, outros clubes foram fundados, como o Luzitânia F.C., o Centro Português de Desportos, o Luso S.C. e, mais tarde, de uma cisão no Luzitânia,  o Luzitano S.C..

Criação do departamento de futebol

1915

Após remadas de sucesso, o Vasco, por sua grandeza, sentiu necessidade de cravar a bandeira cruzmaltina em outras modalidades esportivas. Por conta desse desejo de expansão, surgiu, então, o interesse em formar um time de futebol. No dia 26 de novembro de 1915, os vascaínos resolveram se fundir ao Luzitânia SC, clube dedicado ao futebol e que, até então, somente admitia portugueses em seus quadros. Após a fusão, o Vasco da Gama filiou-se à Liga Metropolitana para participar da temporada de 1916. Ao dar os seus primeiros passos na Terceira Divisão, o Vasco começava a construir a História de um dos clubes mais importantes do futebol brasileiro. Porém, a estréia nos campos não foi das mais animadoras, com derrota de 10 a 1 para Paladino FC, em 3 de maio de 1916. Adão Antônio Brandão foi o autor do nosso primeiro gol.

Estréia oficial do futebol na 3ª divisão

1916

No dia 29 de outubro de 1916, o Vasco da Gama obteve a sua primeira vitória no futebol. O Gigante da Colina ganhou o River por 2 a 1, no campo do São Cristóvão, pela Terceira Divisão da Liga Metropolitana. Candido Almeida e Alberto Costa Júnior foram os autores dos gols vascaínos.

 

Primeiro título no futebol

1922

Em 1922, o Vasco, já na Série B da primeira divisão da Liga Metropolitana, sagrou-se campeão e conquistou o direito de disputar a promoção à Série A numa partida extra contra o último colocado da Série A, o São Cristóvão. O resultado de 0 a 0 garantiu ao Vasco a participação na elite do futebol carioca no ano seguinte.

Os camisas negras

1923

O lugar que o Vasco da Gama ocupa na elite do futebol brasileiro tem a marca gloriosa do time conhecido como os camisas negras que, em 1923, com uma campanha arrasadora (11 vitórias, dois empates e apenas uma derrota), conquistou o primeiro titulo de campeão carioca de sua História. Com o uniforme preto – ainda sem a faixa diagonal – de gola branca e com uma cruz vermelha, semelhante à da Ordem de Cristo, no lado esquerdo do peito, Nélson, Leitão e Mingote; Nicolino, Claudionor e Artur; Paschoal, Torterolli, Arlindo, Cecy e Negrito foram os 11 vascaínos abusados, alguns deles negros e mulatos, que quebraram definitivamente a hegemonia de América, Fluminense, Botafogo e Flamengo, clubes nos quais atuavam somente jogadores brancos. Esses pioneiros deixaram claro, com a conquista do Carioca daquele ano, que o Vasco chegava não apenas para se transformar em um dos gigantes do esporte nacional, mas, sobretudo, para romper preconceitos e ajudar o futebol a ganhar dimensão nacional. Até a ascensão do Vasco havia, no Rio, uma linha divisória que separava os grandes clubes da Zona Sul – Fluminense, Botafogo e Flamengo – das pequenas agremiações que se espalhavam pelos subúrbios da cidade. O máximo que os grandes permitiam à Zona Norte, até aquele momento, era ter o América em seu convívio, como o representante da elite tijucana. As grandes partidas se realizavam no ambiente refinado, de maneirismos ingleses, estádio do Fluminense Football Club, em Laranjeiras, diante de platéias que exibiam chapéus, bengalas e vestidos longos.

Mas, no outro lado da cidade, nos campos suburbanos, o Vasco iniciava sua arrancada. Em apenas seis anos os vascaínos deixaram os degraus inferiores e chegaram à Primeira Divisão da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), prontos para disputar e ganhar o campeonato de 1923. A explicação desse rápido sucesso estava nos negros, mulatos e brancos, pobres e bons de bola, que o Vasco havia recrutado nos campos de subúrbio, numa época em que o futebol era oficialmente amador. Para mantê-los no time, comerciantes portugueses os registraram como empregados em seus estabelecimentos. Era a maneira de burlar a exigência do amadorismo, que estava com os dias contados. Registros comprovam que o pagamento a jogadores já era prática corrente em 1915. Junto com as vitórias sobre os pequenos e os representantes da elite (Fluminense, Flamengo, Botafogo e América, vencidos em série) surgiu o apelido de camisas negras, dado pela imprensa àquele time da Zona Norte, que ia adquirindo fama de imbatível. A equipe tinha como técnico o uruguaio Ramón Platero, que chegara ao Rio com a novidade da preparação física. Na campanha irresistível dos camisas negras, o 8 de julho de 1923 viria a se tornar uma data histórica. Nesse dia, o Vasco entrou no campo de Laranjeiras para enfrentar o Flamengo, na terceira rodada do returno. Derrotados anteriormente pelos vascaínos, Fluminense, Botafogo e América uniram suas torcidas à flamenguista. Todos contra um, era a hora da revanche. A partida foi disputadíssima. O Flamengo vencia por 3 a 2, quando nos minutos finais o ponta-direita Paschoal marcou o que seria o gol de empate. Mas o juiz Carlito Rocha, que mais tarde seria presidente do Botafogo, anulou o gol, que para muitos foi legítimo. A derrota não impediu que o Vasco levasse a taça de campeão, com vitória de 3 a 2 sobre o São Cristóvão, depois de estar perdendo por dois gols. Como era de hábito no time comandado por Ramón Platero, a virada aconteceu no segundo tempo. O medo de que os camisas negras repetissem a façanha no ano seguinte levou os grandes clubes a abandonar a Liga Metropolitana, em 1924. Fluminense, Botafogo e Flamengo, com apoio do Bangu e do São Cristóvão, criaram a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA). Os estatutos da entidade continham cláusulas absurdas, nas quais ficava evidente a falsa nobreza do alegado espírito amador. O impedimento à inscrição de jogadores sem profissão definida e analfabetos tinha como alvo a vitoriosa equipe do Vasco, que reunia negros e pobres. Assim como o veto ao ingresso na AMEA de clubes que não tivessem estádios.

A resposta histórica

1924

Enquanto na política o país era liderado pelo presidente Arthur Bernardes, no futebol a equipe vascaína vencia quase todas as partidas que disputava e também as competições. Depois de atropelar os adversários no ano anterior, em 1924 o Vasco já era o inimigo número 1 das demais torcidas cariocas. Um rival a ser batido, de qualquer maneira. E já que era difícil batê-lo em campo, os dirigentes dos clubes rivais resolveram investigar as atividades profissionais e sociais dos camisas negras, uma vez que o futebol ainda era amador e os jogadores não podiam receber salário por praticarem o esporte. Um verdadeiro golpe para tirar o Vasco das disputas.

Na verdade, o que não agradava os adversários era a origem daqueles jogadores: um time formado por negros, mulatos e operários, arrebanhados nas áreas pobres da cidade do Rio de Janeiro.

Depois de esgotadas todas as possibilidades de retirar o Vasco da disputa, por intermédio do  regulamento da Liga Metropolitana, os adversários apelaram para a criação de uma nova entidade, a Associação Metropolitana de Esportes Athléticos (AMEA) e recusaram a inscrição dos vascaínos. Segundo os dirigentes adversários, o time cruzmaltino era formado por atletas de profissão duvidosa e o clube não contava com um estádio em boas condições. 

Nesse contexto, a AMEA solicitou ao Vasco que excluísse doze de seus jogadores da competição que, não por coincidência, eram todos negros e operários. O Club de Regatas Vasco da Gama recusou a proposta prontamente. E através de uma carta histórica de José Augusto Prestes, então presidente cruzmaltino, o Gigante da Colina mostrou sua total indignação à discriminação racial: "Estamos certos de que Vossa Excelência será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno de nossa parte sacrificar, ao desejo de filiar-se à Amea, alguns dos que lutaram para que tivéssemos, entre outras vitórias, a do Campeonato de Futebol da Cidade do Rio de Janeiro de 1923 (...) Nestes termos, sentimos ter de comunicar a Vossa Excelência que desistimos de fazer parte da AMEA". Vítima do racismo de seus adversários, restou ao Vasco disputar, com outros times de menor expressão, o campeonato da abandonada Liga Metropolitana de Desportos Terrestres.

Nesse dia histórico, o futebol brasileiro começou a ser do povo. Começou a forjar a tolerância, traço fundamental da cultura brasileira, que possibilitou a diversidade e a riqueza racial e cultural que vivenciamos hoje. No ano de 1923 começou a ser possível conhecermos Pelé, Garrincha, Didi, Barbosa, Romário e tantos e tantos outros talentos inigualáveis do nosso esporte. E o Vasco deu o seu mais importante passo para ser o gigante no qual ele se tornou.

O ingresso do Vasco na AMEA foi aprovado em tempo para o campeonato de 1925, com os mesmos direitos que os clubes fundadores.  Os “camisas negras” obtiveram a terceira colocação na volta ao convívio com os principais clubes do Rio de Janeiro, em 1925, e conquistaram o vice-campeonato no ano seguinte.

Inauguração de São Januário, o maior estádio da América do Sul

1927

Inaugurado no dia 21 de abril de 1927, sua construção foi a resposta que os grandes clubes da época receberam, ao tentarem barrar a ascensão do time de negros e brancos pobres que, com o campeonato de 1923, havia conquistado o direito de figurar na elite do futebol carioca. A alegação de que o Vasco não tinha campo para receber seus adversários se desfez, quando o presidente Washington Luiz e sua comitiva viram-se diante do então maior estádio da América do Sul. Os vascaínos tinham se mobilizado em memorável campanha para arrecadar contribuições que possibilitaram erguer, em menos de 12 meses, um colosso. O estádio recebeu o nome oficial de Vasco da Gama, logo substituído por São Januário, devido à proximidade do estádio com a rua de mesmo nome.

 

Fachada do Prédio logo após sua inauguração

Torcedores do Vasco tiveram papel fundamental na construção da casa de todos os vascaínos, uma vez que a aquisição da área onde foi construído São Januário foi possível graças a doação de torcedores e sócios apaixonados.

 

Esse grande marco teve como festa de inauguração um belo amistosos entre Vasco e Santos. O time vascaíno saiu derrotado por 5 a 3, o que pouco importava, já que o placar final foi apenas coadjuvante do espetáculo. O fundamental era que o maior e melhor estádio do Brasil, até 1940, havia nascido para o futebol. Além das grandes comemorações das principais conquistas do clube, São Januário foi foi palco de grandes festas cívicas. Também foi da tribuna do estádio que o presidente Getulio Vargas assinou, em 1943, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

 

Primeiro gol olímpico foi feito pelo Vasco

1928

Em março de 1928, o Vasco recebeu, em São Januário, a equipe do Montevideo Wanderers (URU) para um amistoso, com vitória vascaína por 1 a 0. A partida, que tinha o intuito de celebrar a inauguração dos refletores e da arquibancada posicionada atrás de um dos gols do estádio, entrou para a História. Com um gol feito em cobrança de escanteio, o jogador Santana marcou o primeiro gol olímpico que se tem notícia marcado em território nacional. Porém o primeiro gol olímpico oficial aconteceu em 2 de outubro de 1924, ano em que passou a ser permitido pelas regras oficiais marcar um tento diretamente de um escanteio. Naquela data, a Argentina bateu o Uruguai por 2 a 1 e um dos gols foi feito dessa forma. Coube ao argentino Onzari assinalar esse tento histórico que foi imediatamente batizado de ‘gol olímpico’, para ironizar os vizinhos que quatro meses antes tinham conquistado a medalha de ouro no futebol nos Jogos Olímpicos de Paris.

Vasco cede jogadores para a 1ª Copa do Mundo

1930

Na Copa do Mundo de 1930 o Vasco contou com alguns de seus jogadores na seleção brasileira. Itália, Brilhante, Russinho e Fausto eram os vascaínos que representaram o Brasil na competição que aconteceu no Uruguai. Apesar da eliminação prematura do Brasil, Fausto foi considerado um dos destaques daquela Copa, recebendo dos uruguaios o apelido de “Maravilha Negra”.

 

Maior goleada do clássico com o Flamengo e a primeira excursão à Europa

1931

Em 1931, os vascaínos impuseram a maior goleada da história do clássico Vasco x Flamengo. O Gigante da Colina aplicou um humilhante 7 a 0 no rival rubro-negro. Além disso, outro fato marcante: o Vasco se tornou o segundo clube brasileiro (o Paulistano foi o primeiro, em 1926) e o primeiro carioca a ser convidado para uma excursão à Europa. Os vascaínos visitaram Portugal e Espanha e deixaram uma impressão favorável, com ótimas atuações e uma campanha de 8 vitórias, 1 empate e 3 derrotas, 45 gols pró e 18 contra.

Leônidas da Silva joga no Vasco, e é campeão carioca

1934

Em 1934, o Vasco contratou Leônidas da Silva. O "Homem de Borracha", apelido que recebeu por sua flexibilidade em campo, após retornar ao Brasil depois de um período no Peñarol (URU). No ano em que vestiu a camisa cruzmaltina, Leônidas foi campeão carioca. Logo após a conquista, foi convocado para a Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1934. Com isso, Leônidas teve que se desligar como profissional do clube, uma vez que a CBD só aceitava "amadores". Dessa forma, encerrou-se a curta trajetória do famoso craque na Colina.

Surge o Clássico da Paz

1937

Em 1937, depois de uma briga entre clubes cariocas e a conseqüente cisão de quatro anos de duração, Vasco e América conseguem a reconciliação no futebol do Rio de Janeiro. Graças à iniciativa dos presidentes de Vasco e América, respectivamente Pedro Pereira Novaes e Pedro Magalhães Corrêa, no dia 29 de julho, foi criada a Liga de Football do Rio de Janeiro. Para comemorar a vitória fora de campo, os dois times se enfrentaram em São Januário, dois dias depois da criação da Liga, em partida com renda recorde na cidade.

 

Em 31 de julho de 1937, com 25 mil presentes e salva de 21 tiros, São Januário foi palco da festa que selou o fim da crise no futebol da então capital do país. Promotores da concórdia, Vasco e América se enfrentaram no primeiro jogo de uma melhor de três. O vencedor ficaria com o Troféu da Paz, homenagem de O Camiseiro, loja de roupas masculinas que marcou época no comercio do Rio. Na primeira partida da série, o Vasco venceu por 3 a 2  que também deu ao clube a Taça Pinto Bastos e o Bronze da Vitória (oferecida pela revista O Cruzeiro). Em 5 de setembro do mesmo ano, os dois times foram a campo e a vitória ficou com os americanos (3 a 1). Segundo o Jornal do Brasil, edição de 24 de março de 1942, este terceiro jogo para decidir a posse definitiva do Troféu da Paz só foi disputado em 22 de março de 1942. O Vasco venceu por 2 a 1 e essa partida marcou, inclusive, a estréia de Ademir no Vasco. A partir desse momento, o jogo entre os dois clubes ganhou o apelido de Clássico da Paz.

Expresso da Vitória - 1º título profissional invicto e maior goleada

1945 e 1947

Em 1945 o Vasco conquistou o Estadual de forma invicta. Por conta de realizar uma campanha impecável, o time da colina amedrontava qualquer adversário. A campanha invicta do Vasco foi de 13 vitórias, 5 empates, 58 gols pró e 15 gols contra, em 18 jogos. Em 1947, o Vasco foi campeão invicto novamente, a exemplo de 1945, contando com resultados como 14 a 1 diante do Canto do Rio (maior goleada em São Januario). Com Djalma, Maneca, Friaça, Lelé e Chico, os vascaínos balançaram as redes 68 vezes em 20 jogos.

O Vasco é o 1º Campeão Sul-americano

1948

No dia 14 de março de 1948, o torcedor vascaíno pode dizer: no futebol brasileiro, não há nada que se compare ao Vasco. Nem time de clube nem time de Seleção. Porque neste dia o Vasco realizava um feito inédito: o incrível Expresso da Vitória trazia de Santiago do Chile o primeiro título internacional conquistado pelo futebol brasileiro no exterior. A equipe que contava com Augusto, Barbosa, Rafagnelli, Danilo, Jorge, Eli, Djalma, Maneca, Friaça, Lelé e Chico, era quase que imbatível. O Vasco tornava-se campeão dos campeões sul-americanos, competição que, anos mais tarde, seria chamada de Taça Libertadores de América. E isso seria pouco, se o principal adversário não fosse o River Plate - o time argentino que o mundo chamava de La Máquina. Um time que era considerado imbatível, porque tinha um ataque de gênios – formado por Alfredo Di Stéfano, Labruna e Lostau. Ao som do hino nacional brasileiro, o presidente chileno Gonzalez Videla entregou o caneco aos vascaínos, sob os aplausos do público que lotara o Estádio Nacional de Santiago. Os chilenos, que de início haviam torcido para o River, reconheceram a superioridade do Expresso da Vitória.

Expresso da Vitória - Campeão Carioca e recorde de gols

1949

Em 1949, o Vasco seria mais uma vez campeão invicto, com outra campanha impecável e arrasadora. O Expresso da Vitória marcou 84 gols em 20 jogos, um recorde do campeonato carioca que perdura até os dias de hoje. Dono de campanha tão invejável, o Vasco seria mais uma vez campeão invicto.

O Vasco é base da Seleção Brasileira na Copa do Mundo

1950

A base convocada para representar o Brasil na Copa do Mundo era do poderoso "Expresso da Vitória". O goleiro Barbosa, o zagueiro Augusto, os médios Eli e Danilo, além dos eficientes atacantes, Alfredo II, Maneca, Ademir e Chico, formavam a base do grupo dirigido por Flavio Costa, também técnico do Vasco. Para afirmar ainda mais a marca do Gigante da Colina na seleção, até o massagista Mário Américo pertencia ao clube. Ao final do torneio, em que o Brasil conquistou a segunda posição, o cruzmaltino Ademir Menezes sagrou-se artilheiro da Copa, com nove gols.

Nessa mesma época, logo após o encerramento da Copa do Mundo, o Campeonato Carioca se iniciou. O Vasco ganhou a competição, sagrando-se, assim, bicampeão carioca. E mais uma vez fez História, ao ser o primeiro campeão carioca da Era Maracanã, maior estádio do mundo à época. A partida contra o América teve público de 121.765 presentes ao Maracanã, então recorde em jogos regionais. Logo aos 4 minutos iniciais, as arquibancadas vibraram com o gol de Ademir Menezes, que encobriu, com uma virada, o goleiro Osni, irmão do zagueiro Eli, do Vasco. Mas o primeiro tempo terminou empatado, com gol marcado pelo americano Maneco. No segundo tempo, Ademir partiu do meio-campo, em uma das suas célebres arrancadas, chegou cara a cara com Osni. Gol da vitória. O estádio, em peso, homenageou o artilheiro cantando a paródia – criada ali mesmo pela torcida do Vasco – de uma marchinha carnavalesca que fazia sucesso, na época:

“Oi zum, zum, zum, zum, zum, zum! Vasco dois a um. Ademir pegou a bola e desapareceu. Foi mais um campeonato que o Vasco venceu.”

O título de primeiro campeão do Maracanã acrescentou mais um motivo à alegria de ser vascaíno, deixando uma marca simbólica que se incorporou à história do estádio: após a final de 1951, o setor das arquibancadas à direita das cabines de rádio e televisão virou território cativo da torcida cruz-maltina.

Campeões do Torneio de Paris, campeonato com valor mundial

1957

Em 14 de junho de 1957, a equipe de São Januário voltou a abrir novos caminhos e levantou a taça da primeira edição do Torneio de Paris, tendo o valor de mundial de clubes em suas três primeiras edições (1957, 1958 e 1959). Na final, vitória de virada por 4 a 3 sobre o Real Madrid – campeão europeu, na época –, em partida disputada no estádio Parc des Princes, na capital francesa.

A estréia do Vasco foi o cartão de visitas para o anfitrião Racing Club, que promoveu a competição para comemorar seus 25 anos. Jornais da época noticiaram os aplausos dos franceses, que não esconderam a surpresa pela vitória por 3 a 1 do time brasileiro, com gols de Livinho, Pinga e Vavá. Atualmente, o Racing, terceiro colocado no Torneio de Paris de 1957, disputa apenas competições amadoras. Sob o comando de Vavá, o time onde brilhavam também Sabará, Pinga, Válter Marciano e Livinho se preparou para enfrentar o Real Madrid, que tinha o craque argentino Di Stefano no meio-campo e era atual tricampeão europeu da época.

 

Os gols foram marcados por Válter, Vavá, Livinho e Sabará. Di Stefano, Mateos e Kopa fizeram para o Real. “Campeão o Vasco em Paris!” foi a manchete do jornal O Globo, em 15 de junho de 1957. Na época, a imprensa ainda usava termos como “goal” (gol), guarda-valas (goleiro) e “match” (jogo), mas a crônica da partida descreveu a vitória dos vascaínos como incontestável: “Os brasileiros, desenvolvendo um futebol de grande qualidade, deram em verdade uma lição de domínio da pelota aos espanhóis.”

Bellini e Paulinho, servindo à Seleção, e Coronel, machucado, não viajaram. O zagueiro Brito, que viria a ser tricampeão mundial, em 1970, estreou pelo Vasco no Torneio de Paris, substituindo Viana que, por sua vez, entrara no lugar de Bellini.

Em seguida, na mesma semana, o Vasco conquistou a Taça Teresa Herrera, em Bilbao, na Espanha.

Pelé veste a camisa do Vasco

1957

Se o mundo teria ou não conhecido Pelé, caso o Vasco se fechasse aos negros, nunca será possível saber.  Em 1957, o Rei Pelé jogou pelo Vasco, enquanto o time principal excursionava pela Europa. Isso aconteceu no Torneio do Morumbi, com partidas realizadas no Maracanã. Flamengo, Belenenses (POR) e Dínamo (IUG) participaram da competição. O esquadrão que se vê na imagem é um combinado entre o clube de São Januário e o Santos, onde um menino de 16 anos despontava com rara habilidade. O Vasco cedeu Paulinho e Bellini, que não viajaram porque disputariam a Copa Roca pela Seleção Brasileira, contra a Argentina; e Wagner, Iedo, Artoff e Valdemar, reservas cortados da excursão. A goleada de 6 a 1 sobre o Belenenses foi apenas um dos muitos pontos altos daquela união entre vascaínos e santistas: foram três jogos no Rio e um, em São Paulo, desta vez, com a camisa do Santos. Com a cruz de malta no peito, o futuro Rei do Futebol fez cinco gols, sendo um deles no empate em 1 a 1 com o Flamengo. Pelé ainda deixou mais um, contra o São Paulo, no Morumbi. A cobertura da imprensa enalteceu as atuações do craque. Em alguns textos da época, alguns jornalistas chegaram a falar no “nascimento do futuro craque da Seleção”. E não deu outra: o técnico Sílvio Pirillo decidiu convocá-lo para a disputa da Copa Roca, contra a Argentina, no Maracana, no dia 7 de julho de 1957.

Super-super campeão

1958

A década de 1950 foi uma das mais vitoriosas da história do Vasco. Campeão carioca em quatro oportunidades, 1950, 1952, 1956 e 1958, mais do que qualquer outro clube. O campeonato de 1958, em especial, é considerado o mais emocionante da história, pois para decidir o título foram necessários dois triangulares extras entre Vasco, Flamengo e Botafogo, que foram chamados respectivamente de supercampeonato e super-supercampeonato.  Na decisão do super-super, o Vasco empatou com o rival em 1 a 1, resultado que bastava para garantir a conquista.

Esse título sem precedentes no futebol carioca coroou um ano realmente de ouro, pois o Vasco já havia sido campeão do Torneio Rio-São Paulo  e fornecido seus craques Bellini, Orlando e Vavá  para a equipe titular da seleção brasileira que pela primeira vez conquistou a Copa do Mundo, na Suécia.

Recorde do Vasco: Hexadecacampeonato de remo

1959

A partir de 1944 o Vasco não parou mais de triunfar no remo. Até 1959 essa história não mudou, e esse feito é um recorde até hoje. De seu décimo terceiro título até o vigésimo oitavo, o Gigante da Colina conquistou competições do remo em cima do Flamengo.

Campeão da 1ª taça Guanabara

1965

Em 1965 o Vasco decidiu a primeira edição da Taça Guanabara com o Botafogo. Naquele tempo o campeão da taça seria o representante estadual na Taça Brasil. Apesar de ser apontado como favorito naquela decisão, os botafoguenses, comandados por Garrincha, não resistiram ao grupo vascaíno. Resultado final foi de 2 a 0 para o Gigante da Colina, com gols de Oldair e Paulistinha (contra).

O time cruzmaltino que foi a campo com: Gainete; Joel, Brito, Fontana e Oldair; Maranhão e Lorico; Luisinho, Célio, Mário e Zezinho.

O Vasco contou com uma campanha de seis vitórias, um empate e apenas uma derrota. Para abrilhantar mais ainda essa trajetória, o artilheiro da I Taça Guanabara também era vascaíno. O atacante Célio encerrou a competição com seis gols.

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Garrincha joga no Vasco

1967

O melhor ponta-direita do mundo também já jogou no Vasco. Em 1967 Mané Garrincha vestiu a camisa cruzmaltina. Disputou apenas uma partida contra a seleção da cidade de Cordeiro (RJ). O jogador deixou sua marca nesse jogo, marcando um gol de falta para os vascaínos, mesmo jogando no sacrifício. O placar final do jogo foi 6 a 1 para o Vasco.

Em função dessa mesma lesão que o assolou na partida amistosa, o craque não voltou mais a atuar pelo clube da Colina.

Campeão do ano do tri

1970

No ano em que a seleção brasileira conquistou o tricampeonato mundial, garantindo a posse definitiva da Taça Jules Rimet, o Vasco voltou a ser campeão carioca.  Esse título teve um significado para a imensa torcida vascaína, que aguardava por ele desde 1958, e por isso foi comemorado com grande alegria. Tiveram papel de destaque na campanha o goleiro Andrada, os meio-campistas Alcir e Buglê e o atacante Silva, além do técnico Tim.

Dinamite estréia nos profissionais e faz seu primeiro gol

1971

Em 1971 surgia para a história do Vasco, e para todo o mundo, um grande goleador. No dia 25 de novembro, no Maracanã, diante da equipe do Internacional, Carlos Roberto de Oliveira fazia sua estréia como jogador profissional.

Pelo Campeonato Brasileiro, o Vasco vencia o Internacional por 1 x 0. O técnico cruzmaltino, Admildo Chirol, decide sacar Gílson Nunes para a entrada do jovem Roberto, de 17 anos. Na primeira bola que recebe, Roberto, recém-promovido dos juvenis, passa por quatro marcadores e faz um golaço, fechando o caixão do adversário naquela ocasião. No dia seguinte, o “Jornal dos Sports” estampava na manchete: “Garoto-Dinamite explodiu”.

Tostão joga no Vasco

1972

Em 1972 mais um craque vinha para São Januário: Tostão. A contratação do jogador tri-campeão mundial deu mais valor ainda ao elenco cruzmaltino, porém a trajetória do atleta não foi longa na Colina. No ano seguinte o jogador voltou a ter problemas na vista que o tirou da Copa de 70, e acabou encerrando a carreira de forma prematura aos 27 anos.

Vasco é o primeiro clube carioca que se sagra campeão brasileiro

1974

Com um público de 112.933 pessoas no Maracanã o Vasco foi o primeiro time carioca a ser campeão brasileiro. No dia primeiro de agosto de 1974, o Gigante da Colina bateu o Cruzeiro dos craques Nelinho e Piazza por 2 a 1. Gols de Ademir e Jorginho Carvoeiro.

Nessa partida histórica o grupo cruzmaltino contava com: Andrada, Fidelis, Miguel, Moisés e Alfinete; Alcir, Zanata e Ademir; Jorginho Carvoeiro, Roberto Dinamite e Luis Carlos. O técnico era Mário Travaglini.

Campeão da Taça GB; Dinamite faz o "gol do lençol"

1976

No ano de 1976, depois de jogo eletrizante entre Vasco e Flamengo na final da Guanabara, uma cobrança de pênaltis deu mais valor ainda para a decisão. Após empatar em 1 a 1 com os adversários no tempo normal (gol de pênalti de Roberto Dinamite), os vascaínos foram confiantes para as cobranças de penalidades.

Em certo momento da disputa, destaque rubro-negro, Zico teve sua cobrança defendida por Mazaropi, que voou para o canto direito e defendeu. Na seqüência, Dinamite empatou a contagem. Em seguida, os flamenguistas voltaram a perder com Geraldo e para decretar a virada vascaína Luis Augusto botou a nação cruzmaltina pra vibrar. Placar final das penalidades: 5 a 4 para o Vasco.

Nesse mesmo ano, no dia 9 de maio, uma pintura ficou marcada na história do Vasco e do futebol mundial. Roberto Dinamite recebeu a bola da direita, dominou no peito, aplicou um lençol no defensor Osmar e chutou com violência para a baliza de Wendell. Se já não bastasse a beleza da jogada em si, a vitória teve um destaque ainda maior por ter sido de virada, e aos 45 minutos do segundo tempo.

 

 

Bi-Carioca e a invencibilidade de Mazzaropi

1977

Em 1977, sob a direção de Orlando Fantoni, o poderoso time do Vasco que contava com Orlando, Geraldo, Dirceu, Mazzaropi, Abel, Zanata, Roberto entre outros, teve impecável campanha no estadual. Vencendo os dois turnos da competição o Vasco teve o ataque mais positivo e a defesa menos vazada (levou apenas 5 gols em 29 jogos).

Outro fato histórico que foi destaque nessa conquista foi o recorde mundial batido pelo goleiro Mazzaropi. Foram 1.816 sem levar gol. No período de 18 de maio até 7 de setembro o goleiro manteve sua invencibilidade. O recorde está em vigor e é reconhecido pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS).

Retorno de Roberto Dinamite ao Vasco

1980

Depois de ter seu passe negociado ao Barcelona em 1979, Roberto Dinamite foi contratado de volta pelo Vasco no ano seguinte. E a volta do ídolo ao estádio do Maracanã vestindo o uniforme cruzmaltino foi arrasadora: Em 4 de maio de 1980, Roberto enlouqueceu a torcida vascaína ao marcar todos os cinco gols da goleada de 5 a 2 sobre o Corinthians, batendo o recorde de gols numa só partida pelo Campeonato Brasileiro. Este recorde perdurou por mais de 17 anos, até 1997, quando foi quebrado por Edmundo.

 

 

Romário nos profissionais

1985

No ano de 1985, Romário estreou pelo Vasco da Gama como jogador profissional. Formado nas categorias de base do clube, o baixinho tinha faro de gol e no time principal passou a formar uma dupla de ataque fatal com Roberto Dinamite. Nos anos de 86 e 87 os dois estiveram presentes na lista de artilheiros.

Bicampeonato Estadual

1987 e 1988

Em 1987, o Vasco venceu por 1 a 0 o Flamengo, em uma memorável final de Estadual. O autor do tento foi Tita, concluindo um passe de Roberto. Jogadores como Acácio, Mazinho, Dunga, Geovani, Tita, Romário e Roberto faziam parte desse grupo campeão. Os três maiores artilheiros daquele campeonato eram cruzmaltinos: Romário (16 gols), Roberto (15 gols) e Tita (12 gols).

 

No ano seguinte, com a aparição de Sorato e Bismarck, que subiram para o profissional, o Vasco conquistou o bicampeonato. Depois de uma seqüência de quatro vitórias sobre o Flamengo ao longo do campeonato, o maior marco ficou por parte da última vitória. Com um lindo e lendário gol do então reserva Cocada aos 41’’ no segundo tempo, o Gigante da Colina garantiu o bicampeonato estadual.

Vasco é Bicampeão Brasileiro

1989

Em 1989 o Vasco tornou-se bicampeão brasileiro com uma vitória diante do São Paulo, por 1 a 0. Através de uma cabeçada do atacante Sorato, o Gigante da Colina levou o caneco em pleno Morumbi.

 

Tri-estadual inédito

1992, 1993 e 1994

O Vasco conquistou o tricampeonato estadual vencendo as competições de 1992/93/94. Na primeira conquista o Gigante da Colina terminou o torneio de forma invicta, não dando chance aos adversários. No ano seguinte, com o time muito desfalcado, os vascaínos chegaram ao título em um empate sem gols na partida final. Em 94 o Vasco permaneceu invicto até quatro partidas antes da decisão. Partida essa vencida pelo Flamengo, com muitas polêmicas e confusões por parte da arbitragem. Contudo, nada disso tirou o brilho do tricampeonato, quando o time vascaíno superou o Fluminense por 2 a 0.

 

Vale lembrar que nessa trajetória foram revelados jogadores como os ídolos Edmundo, Valdir e Carlos Germano, além dos importantes Pimentel, Leandro, Yan e Gian. Para reforçar esse grupo de pratas da casa o Vasco ainda trouxe Luisinho, Ricardo Rocha e o falecido Dener, para contribuirem com as conquistas desse período.

Em 1993 o Vasco foi o primeiro clube do Brasil a visitar a Índia, refazendo o caminho do Almirante Vasco da Gama em 1498.

Gigante da Colina é tricampeão brasileiro; Edmundo bate recordes

1997

Em 1997 o Vasco alcança o tricampeonato brasileiro. O time dirigido por Antônio Lopes não possuía favoritismo mas ao longo do campeonato foi mostrando que suas peças importantes iriam fazer a diferença.

Mauro Galvão, Odvan, Felipe, Juninho e Ramon foram atletas fundamentais para uma espinha dorsal que formava o Gigante da Colina. Além, claro, da dupla de ataque infernal, formada por Evair e Edmundo.

O segundo agregou ainda mais valor a esse título, pois nessa temporada o mesmo fez com que Vasco tivesse o maior artilheiro de todos os tempos de campeonatos brasileiros. Edmundo marcou 29 gols, superando a marca história de Reinaldo, que havia marcado 28 gols em 1978. Além disso o craque ainda quebrou outro recorde. Foi o jogador que mais marcou gols numa só partida. Balançou as redes seis vezes, na partida que os cruzmaltinos venceram o União São João de Araras por 6 a 0.

Ano de glórias no Centenário do clube

1998

Em 1998 o Vasco com certeza celebrou muito bem o ano de seu centenário. O título mais empolgante nessa temporada cheia de vitórias seguramente foi o da Libertadores. Liderado pelos atacantes Donizete e Luizão, o time da Colina assegurou o caneco numa final em Guayaquil, contra o Barcelona do Equador. Com um placar de 2 a 1, o Gigante conquistou o torneio sul-americano no dia 26 de agosto daquele ano.

O time que completava 100 anos não parava por ai. Foi campeão estadual, levando a Taça Guanabara e a Taça Rio, o que eliminou a necessidade de um jogo final para decidir o campeão do estado. E ainda faturou o Campeonato sul-americano de basquete masculino. Vale lembrar que a equipe que possuía Rogério, Charles Byrd e Helinho entre outros, foi a primeira carioca a conquistar um título internacional.

Neste mesmo ano o Vasco disputou a final do Mundial Interclubes com o Real Madrid. Ficou em segundo lugar mundial depois do placar de 2 a 1 para os espanhóis.

Vasco conquista o Torneio Rio-São Paulo

1999

Após conquistar o tricampeonato brasileiro, em 1997; a Libertadores e o Carioca , em 1998 - ano de seu centenário –, o Vasco levantou a taça do Torneio Rio-São Paulo, em 1999, consolidando-se como um dos clubes mais vitoriosos da década de 1990.

Ao todo foram disputados nove jogos. O Vasco ganhou seis, empatou um e perdeu duas vezes: aproveitamento de 66,7%. Segundo colocado do Grupo A (o Santos foi o primeiro, o Palmeiras, terceiro, e o Fluminense, quarto), o Vasco enfrentou o São Paulo na semifinal. Após perder o jogo de ida, no Morumbi, por 3 a 2, o Gigante da Colina venceu por 3 a 1, no Caldeirão, e seguiu rumo à final.

A decisão com o Santos foi um passeio. No primeiro jogo, mesmo com um jogador a menos (Nasa foi expulso), o Vasco não tomou conhecimento do adversário e, no Maracanã com mais de 80 mil torcedores, sapecou 3 a 1 no Peixe. Na partida de volta, outra bela exibição e nova vitória (2 a 1), desta vez no Morumbi. Foi o terceiro e último título do Rio-São Paulo conquistado pelo Vasco.

Time base: Carlos Germano, Zé Maria, Odvan, Mauro Galvão e Feli­pe; Nasa, Paulo Miranda, Juninho e Alex Oliveira; Donizete e Guilherme. Técnico: Antônio Lopes.

A Campanha: 9 jogos, 6 vitórias, 1 empate, 2 derrotas, 22 gols pró e 13 gols contra.

As finais:

JOGO DE IDA
28/fev

VASCO 3 x SANTOS l
Local: Maracanã (Rio de Janeiro);
Juiz: Paulo César de Oliveira (SP);
Renda: R$ 695 500;
Público: 81 421;
Gols: Mauro Galvão 16 e Alessandro 20 do 1°; Ju­ninho 21 e Zezinho 26 do 2°;
Cartão amarelo: Gustavo, Odvan, Paulo Miran­da e Felipe;
Expulsão: Sandro e Nasa
VASCO: Carlos Germano, Zé Maria, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Paulo Miranda (Wagner), Nasa, Juninho e Ramón (Alex); Donizete (Zezinho) e Luizão.
Técnico: Antônio Lopes
SANTOS: Zetti, Ânderson, Argel, San­dro e Gustavo (Michel); Marcos Bazílio, Claudiomiro, Caico (Élder) e Jor­ginho (Rodrigão); Alessandro e Viola.
Técnico: Emerson Leão

JOGO DE VOLTA
3/mar

SANTOS l x VASCO 2
Local: Morumbi (São Paulo);
Juiz: Cláudio Vinícius Cerdeira;
Renda: não divulgada;
Público: 32 495;
Gols: Zé Maria 46 do 1º; Alessandro 30 segundos e Juninho 29 do 2°;
Cartão amarelo: Zé Maria, Ânderson, Ramón e Vágner
SANTOS: Zetti, Ânderson (Camanducaia) (Michel), Argel, Sandro e Gus­tavo; Claudiomiro, Marcos Bazílio, Jor­ginho e Caíco; Alessandro e Viola (Ro­drigão).
Técnico: Emerson Leão
VASCO: Carlos Germano, Zé Maria, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Paulo Miranda, Nasa, Juninho (Henrique) e Ramón; Donizete (Vágner) e Luizão (Zezinho).
Técnico: Antônio Lopes

A virada do século e ano vascaíno

2000

Em 2000 o Vasco viveu uma temporada de muitas glórias. A lista é extensa e valiosa: a virada do século na Mercosul que deu a origem a um dos maiores títulos do Vasco; "chocolate" em cima do Flamengo por 5 a 1 na final da Taça Guanabara; tetracampeonato brasileiro numa final eletrizante com o São Caetano (SP); mais de 90 atletas vascaínos nas Olímpiadas de Sydney; disputa do 1º Mundial FIFA e conquista do Campeonato Brasileiro de Futsal, com um time formado pelo craque Manoel Tobias e outras estrelas.

De todas essas conquistas vascaínas, talvez uma tenha peso e importância ímpares na história do clube: a da Copa Mercosul.

No dia 20 de dezembro, em um dia onde tudo parecia dar errado para o Gigante da Colina e depois de sair derrotado pelo Palmeiras por 3 a 0 no primeiro tempo do terceiro jogo da final no Parque Antártica , os vascaínos vieram focados somente na recuperação após o intervalo. O time que acabara de receber Joel Santana como técnico (o então técnico Oswaldo de Oliveira deixou o Clube nas vésperas da decisão), buscou forças quando tudo parecia definido. Quatro gols foram feitos em pouco mais de 45 minutos. Jogadores como Romário, Juninho Paulista e Viola foram os maestros de uma das viradas mais emocionantes da história do futebol. E um placar final de 4 a 3 e com muita vibração por parte dos cruzmaltinos concedeu o título da Mercosul de 2000 para o time da cruz de malta.

Recorde na Libertadores e Campeão Brasileiro de Basquete

2001 e 2002

Em 2001 o Vasco bate recorde na Libertadores. Apesar de ter sido desclassificado nas quartas-de-final pelo Boca Juniors da Argentina, o time da Colina conseguiu 8 vitórias seguidas na competição, feito que nunca havia acontecido antes.

Os resultados que formaram esse feito histórico seguem abaixo:

Am. Cali 0 x 3 Vasco

Dep. Tachira 0 x 1 Vasco

Vasco 2 x 1 Peñarol

Vasco 4 x 1 Am. Cali

Vasco 3 x 2 Dep. Tachira

Peñarol 1 x 3 Vasco

Dep. Concepción 1 x 3 Vasco

Vasco 1 x Dep. Concepción

Nesse mesmo ano o cruzmaltino foi campeão brasileiro de basquete feminino. O time do Gigante da Colina que era composto por atletas de alto nível, terminou a competição em grande estilo batendo o Paraná Basquete por 97 a 83, no dia 14 de maio, na última rodada da final.

E as vascaínas não pararam por aí. No ano seguinte essas mesmas meninas conquistaram o caneco da 1ª liga Sul-americana de Basquete feminino, provando mais uma vez o poder do esporte no clube.

Vasco é campeão do Estadual vencendo as Taças Guanabara e Rio

2003

Em 2003 o Vasco conquista o Estadual. A competição foi disputada em um turno único, com 12 clubes participantes se enfrentando. O vencedor desse turno foi o Vasco, e assim levou a Taça Guanabara.

Após isso, os quatro melhores colocados se enfrentaram nas semifinais em dois jogos. Os vascaínos tiveram novamente o melhor desempenho. Ganhando o Fluminense por 2 a 1 em duas vezes seguidas, o time da Colina foi o melhor nas semifinais e levou a Taça Rio.

Jogadora revelada no Vasco é eleita a melhor do mundo

2006

Em 2006 inicia uma saga no futebol feminino do Brasil. Marta, jogadora revelada pelo Vasco, é eleita a melhor do mundo pela FIFA. A partir dai a magnífica jogadora não parou mais. O feito se repetiu em 2007-08-09-10.

 

Milésimo gol de Romário

2007

Em 2007, outro fato marcante na história do futebol mundial ocorre em São Januário. Romário marca o milésimo gol na sua carreira. O baixinho que era gigante na grande área decidiu encerrar a sua carreira no clube que o revelou, além de escolher o clube da Colina para ser o time onde ia marcar o tento de número 1000 na sua trajetória. A meta foi batida contra a equipe do Sport, em partida válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, no dia 20 de maio. Às 19h17 e com o estádio lotado, o jogador de 41 anos partiu para a cobrança com a frieza de sempre. E como já era de costume, colocou a bola longe do alcance de Magrão, que pulou para o lado direito, em direção oposta ao do chute.

A maioria dos gols do camisa 11 saiu pelo time cruzmaltino. Foram 324 vezes que Romário balançou a rede adversária atuando pelo Gigante da Colina.

O placar de 3 a 1 para o Vasco era muito menos importante do que em outras partidas. Praticamente um fator secundário. No final das contas a festa de Romário e dos vascaínos foi o que predominou. E mais uma história do futebol era escrita na Colina histórica.

Sancionado o projeto de lei que faz surgir o Dia do Vasco

2007

Desde 2007 que os vascaínos têm um dia voltado para o seu clube de coração. Apesar de celebrar o Gigante da Colina todos os dias do ano, os torcedores do Vasco têm o dia 21 de agosto um sentimento especial. Isso aconteceu em função do projeto de lei nº 5.052 que foi sancionado pelo governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho no dia 2 de julho de 2007. A partir desse ano a data se tornou comemorativa e homenageia também a fundação do clube.

Vasco vence o Brasileiro B

2009

Depois de um ano de distante da elite do futebol, o time de São Januário retornou à 1ª divisão do Brasil com o total apoio de seu torcedor que não abandonou sua equipe e lotou todos os estádios do Brasil por onde o Vasco jogou. Vencendo o América-RN por 2 a 1 em pleno Maracanã (foto), o Gigante da Colina carimbou sua volta, após passar por benéfica reformulação.

Mais uma vez pioneiro, 1° Campeão Mundial de Beach Soccer

2011

No dia 26 de março, o Vasco fez história mais uma vez. Ao bater o Sporting, de Portugal, por 4 a 2, na manhã ensolara daquele sábado, o Gigante da Colina conquistou o I Mundialito de Clubes de Beach Soccer, em São Paulo, e passou a ser o primeiro campeão mundial da modalidade. De quebra, o uruguaio Pampero, que integrou a equipe vascaína, foi eleito o 'Melhor Jogador' do campeonato. Além de Jorginho e Betinho, integrantes da seleção brasileira que brilharam em campo, Júnior Negão, Campeão Mundial com a Amarelinha, diversas vezes, foi peça fundamental, atuando, agora, como coordenador do Beach Soccer do Club de Regatas Vasco da Gama.

Copa do Brasil chega e acaba o jejum

2011

Foi sofrido, mas depois de uma espera de dez anos sem um título nacional, o Vasco conquista de forma inédita a Copa do Brasil, em duas partidas, entre as mais emocionantes de toda a história do torneio e retorna triunfalmente à Libertadores. Na casa do adversário, em um Couto Pereira lotado, os comandados de Ricardo Gomes foram valentes, seguraram a inferioridade numérica de apenas um gol no placar, contra o Coritiba (3 a 2), após ter vencido em São Januário (1 a 0), e garantiram mais uma taça para rica sala de troféus de São Januário. De volta ao Rio, o “trem bala da colina”, como foi carinhosamente apelidado pelos vascaínos e imprensa, foi recebido apoteoticamente nos braços da sua imensa torcida.

 

A conquista reiterou a máxima de que o Vasco é mesmo o Time da Virada. Depois de primeiro semestre abaixo das expectativas, que culminou com a perda do Estadual, o Vasco se fez gigante e permitiu que os milhões de vascaínos soltassem o grito de campeão, pelos quatro cantos do Brasil.